domingo, 29 de março de 2015

Declarações 6



Olá Tsiipré, 

meu nome, nessa vida, é Allan. Tenho algumas lembranças de minhas experiências enquanto índio norte americano e, também por isso, seu livro muito me agradou.

Apenas desejo agradecer...

Por sua gentil iniciativa de partilhar jornadas e revelar do tempo visões e cachimbo.

Por descobrir-se nos demais e ser você mesmo.
Por povoar o planeta e ser uno,
pleno em cada conto, no encanto de toda pluma.
Do canto sem prumo ao canto de muitos planos.
Por encontrar sincronicidade nos sonhos que nos acordam
e deixar que façam sentido e direção no fluir dos ventos que nos irmanam.
Por ver o Grande Espírito disfarçando vidas em momentos e ainda assim adornar o Universo com penas vermelhas e resilientes exercícios de felicidade.

Até breve!
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Oi Tsiipré,

Meu nome é Beatriz Maria Ataide, acabei de ler seu livro - Uma Jornada no Tempo.

Fui comprar açúcar mascavo numa lojinha de produtos naturais no Flamengo.Na hora de pagar, um display com aqueles panfletinhos chamou atenção. Vi um marcador de livro azul, mas não tinha visto que livro era, puxei e quando vi a imagem do índio, fiquei contente. Sai dali para ir a feira e acabei entrando numa livraria e perguntei se tinha aquele livro, o atendente me entregou o último exemplar da loja.

Comecei a ler no mesmo dia (nada difícil...adoro ler!).

O interessante do livro, é que efetivamente passei por vários sentimentos e sensações. No inicio senti uma alegria imensa, depois tédio, raiva, indignação, ansiedade, sensações estranhas no corpo, tristeza e finalmente paz.

Confesso que gosto bastante sobre tudo que se refere aos índios.

Nesse email, quero deixar meu agradecimento pela oportunidade de poder ler um livro que meu tocou muito. É uma jornada muito bacana que você conta como se estivéssemos conversando num sofá aqui de casa.

E logo que abri o livro e vi as fotos, de cara sabia quem era você. Como se te conhecesse mesmo.

Um grande abraço!

Por todas as nossas relações!
Ahow!

Beatriz

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Caro Tsiipré,

A leitura de seu livro, infelizmente, chegou ao fim.  Ou melhor: ao começo.  Ao começo de uma profunda admiração por uma pessoa leal aos seus princípios, sonhos e de uma generosidade infinita.  O livro comove, promove reflexões, nos faz rir e chorar. São sentimentos intensos e verdadeiros que nos fazem repensar a vida, a partir da sua. Muita luta, perseverança e fé. Tudo movido pelo amor, pela busca incessante de um sentimento maior: o amor à natureza, e a tudo que a compõe.

Adorei a escrita do livro ter sido feita à mão. Costumo dizer aos meus alunos que escrevo melhor à “moda antiga”, porque as palavras “desenhadas” com as mãos saem diretamente do coração; são sentidas.  A narrativa de seu livro demonstra muita emoção, além, é claro, de nos promover conhecimentos  históricos da cultura indígena – vida e luta.

Fiquei muito lisonjeada e emocionada ao mencionar que o Edgard Ribeiro de Sousa lhe foi uma pessoa confiável, de caráter, e que muito contribuiu para solução na demarcação das terras de Bracuí.  A vida do Edgard, como de qualquer idealista (você mais do que ninguém deve saber), não foi nada fácil. Muitas decepções.  Isolamento. Solidão.  Entretanto, sempre esperançoso pela formação de uma sociedade mais justa. Uma luta solitária, mas fiel aos seus princípios.  Morreu acreditando que esse dia chegará.

Enfim... Agradeço pela leitura.  Desejo muito sucesso, paz interior e utopias a serem por ti realizadas.

Bjs.


Ivana Lago -  08/10/2015
 




Xamanismo e o Novo Tempo

domingo, 5 de outubro de 2014

SINOPSE DO LIVRO



"CHEGARÁ O TEMPO EM QUE MUITOS ESPÍRITOS DOS POVOS VERMELHOS RETORNARÃO EM OUTROS CORPOS PARA TRANSMITIR OS CONHECIMENTOS SAGRADOS E LUTAR EM DEFESA DA MÃE TERRA."                                                                                                                                 Profecia Lakota-Sioux

Era apenas um garotinho quando o universo espiritual indígena o chamou. Nasceu em terras "Kari-Okas", no seio de uma família da zona sul, mas já se imaginava filho de índios... Imaginação infantil? Todos diziam que sim! O menino cresceu e, estranhamente, continuou o seu caminho em direção à "floresta". Por quê tal interesse? Ninguém sabia responder, nem ele mesmo. Surge, então, o indigenista.

Na Funai, e fora dela, Luiz Filipe desenvolveu inúmeros trabalhos junto aos povos indígenas: demarcação de terras, retirada de invasores, dentre tantos outros. No Mato Grosso, em um de seus longos trabalhos, conviveu com os Xavante, povo que o adotou e o batizou com o nome de Tsiipré, que significa Pássaro Vermelho.

No dia 28 de agosto de 1988, acompanhado por um amigo ativista da causa ambiental, Tsiipré percorreu, de canoa, os 557 quilômetros do Rio das Mortes, no seu trecho entre Nova Xavantina até a boca, no Rio Araguaia, e de lá, por mais 18 quilômetros, alcançou a pequena cidade de São Félix do Araguaia, onde futuramente pretende realizar o "Projeto Ribeirinhos no Círculo da Vida", com saúde, pela visão oriental, artes e educaçao ambiental, cuja proposta já foi apresentada naquela região. Mas voltando ao Rio das Mortes, tal iniciativa, denominada "Projeto Mortes que te quero Vivo", contou com o reconhecimento e o apoio da Universidade Federal de Mato Grosso, da Fundação Nacional Pró-Memória e da Associação Mato-grossense de Ecologia. Através de um registro fotográfico e de entrevistas com os ribeirinhos, eles obtiveram um diagnóstico da área percorrida e, posteriormente, elaboraram um detalhado relatório, incluindo a sugestão de uma APA (Área de Proteção Ambiental) em local criteriosamente escolhido. A partir desse trabalho, a vida do indigenista Luiz Filipe Tsiipré passou por uma profunda e radical transformação, coincidindo com o premonitório sonho que sua então esposa, a antropóloga Vera Lopes, tivera no passado: Tsiipré partiria em busca de sua missão, indo morar nos Estados Unidos. E assim aconteceu!

De indigenista para terapeuta oriental, Tsiipré aterrissa no Arizona e em Dakota do Sul. O "chamado" que recebera ainda criança fora, finalmente, esclarecido! Uma longa jornada no tempo o levou de encontro ao seu passado ancestral: um índio da Nação Lakota-Sioux, do subgrupo Minneconjou, chamado Si Tanka, ou Alce Malhado, mais conhecido por Big Foot - morto em 29 de dezembro de 1890, no último massacre da história da colonização americana, em Wounded Knee, no Dakota do Sul.

Sua vida transforma-se em um livro - prefaciado por Leonardo Boff e com notas do jornalista André Trigueiro - tricampeão em vendas pelo selo Nova Era, do Grupo Editorial Record, nas bienais do livro de 2011, 2012 e 2013. Nesta obra, que está sendo vertida para o inglês e o francês, Tsiipré consegue reunir todas as lembranças, sentimentos e questionamentos a respeito do seu vínculo com o universo indígena que o acompanham desde a infância, e nos traz a reflexão de que o acaso não existe, e que por trás de todas as coisas estão as influências espirituais que se afinam com os nossos pensamentos e atitudes. O livro, que demorou seis anos para ser concluído, foi escrito totalmente à mão, numa clareira de mata, e sensibiliza o leitor quanto à importância de estarmos atentos para que possamos ouvir, compreender e, então, seguir as nossas intuições - a nossa voz interior!


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Declarações 5

"Voei e viajei nas asas do Pássaro Vermelho, Luiz Filipe Tsiipré Figueiredo, através do livro Uma Jornada no Tempo - Das visões ao cachimbo sagrado.

Uma obra viva, escrita com as tintas do coração e por isso mesmo, de uma pureza e verdade cristalinas. Tsiipré, que a fumaça azul do sagrado Calumet leve suas eternas preces ao Mistério até o fim dos tempos.

Ao pegar o livro para uma foto em minha página do facebook, surgiram mais algumas palavras: Tsiipré, o Pássaro Vermelho, voou para as mãos de Wakan Tanka e incendiou-se das verdades que viu e vivenciou. Ouviu a melodia infinita e bebeu fontes sagradas. Percorreu paisagens nas alturas, e contemplando-as, reconheceu seu caminho do pólen e retornou à origem de seu enigma; e dissolveu-o, inspirado pelos ventos do Mistério.

Salve! Por todas as nossas relações!

Juliano Maziero

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Caro Tsiipré,
Realmente, acabei de virar a última página do seu maravilhoso livro. Ficou aquela sensação de um vazio, que sentimos quando terminamos a leitura de um bom livro, que nos acompanhou por vários dias... Gosto de uma boa leitura e minha esposa sabendo disso, me presenteou com sua obra. Acertou em cheio.

Parabéns pela grande determinação em escrever este belo livro. Isso realmente precisava ser escrito. Assim como você, também sou um defensor e admirador dos nossos irmãos indígenas desde os tempos de criança. As minhas mais antigas lembranças remontam aos faroestes que meu pai levava a mim e aos meus irmãos para assistir.Lembro que um sentimento de revolta me acometia,por achar por demais injusta a luta que se travava nos filmes entre os brancos e índios. Lembro ainda quando eu e meus irmãos brincávamos de "Forte Apache", sempre queria ser o índio. Fui crescendo e aumentando o meu respeito por esses nossos irmãos magnãnimos. Li bastante sobre a história desses guerreiros em defesa da sua erra, principalmente sobre os potiguares e tabajaras, uma vez que sou recifense, mas resido em J.Pessoa. Penso que cada um nós tem a obrigação de defender a natureza e tudo que nela vive, como  seu livro mostra tão brilhantemente. Mas você foi além, contou também da sua vida particular, suas dificuldades, da sua luta e da questão espiritual, tão importante, isso engrandeceu e muito a história. Gostaria de saber se o projeto (Ribeirinhos no Círculo da Vida) deu certo em Mato-Grosso, pois  relatou que iria se mudar para lá. Sou também um admirador da Doutrina Espírita, que nos dá um grande ensinamento, mas antes de tudo sou um defensor da vida, e desde a mais tenra idade, sempre defendi nossos irmãos não-humanos, os animais. E dessa forma ensinei  aos meus três filhos.

Um abraço,

Massuelos de Siqueira Campos

J.Pessoa PB
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Tsiipré


Obrigada pelo maravilhoso livro que você escreveu.


Meu marido, Yoshimori (yoshi = bom; mori = monte) ouvindo Jô Soares entrevistar você, ficou encantado e quis adquirir o livro. Memorizou o endereço da livraria e fomos no dia seguinte comprar o livro. 
Como você sabe, ele é deficiente visual, e eu li capítulo por capítulo para ele. E ele emocionou bastante. Ao término da leitura, ele me disse que no final do livro havia o seu telefone e pediu para eu falar com você agradecendo as horas maravilhosas que passamos lendo e entendendo, ou querendo entender, o lado espiritual da sua obra.
Quando se é jovem, tem-se um grande futuro e não sobra muito espaço na cabeça para refletir sobre as questões espirituais, porém, na terceira idade e, mais precisamente com deficiência visual, a cabeça precisa ser ocupada com coisas construtivas e o seu livro caiu como uma benção  para o meu marido. E, claro para mim também. E, por isso, o nosso obrigado e que Deus o abençoe e permita que escreva outros livros.
Para você estou enviando o meu conto Papai com o qual concorri ao concurso literário do DAP- Departamento de Aposentados  do IBGE.

Mais uma vez,

OBRIGADA

Mitiko


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Tsiipré,


Seu livro é extraordinário!  Uma história  rica e surpreendente... me balançou. Durante toda a história tudo o que você passou foi muito amor e paz. Amor fraternal e respeito pela vida em si. Seu livro nos instiga a refletir, analisar e aceitar os acontecimentos por fazerem parte de um plano perfeito do  Grande Mistério!Admirei sua capacidade de escrita, feita de forma agradável e gostosa de se ler.Parabenizo-lhe pelo livro incrível e pela pessoa que você esculpiu em si mesmo! Linda história! Lindo ser humano!  Um grande abraço.

Ps. Q bom ter conhecido sua história, ter conhecido vc (mesmo sem nunca ter-lhe visto). É um presente pra nós, seus irmãos de jornada!

SUSANA STÄHELIN
Designer de Interiores